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Arbitragem: um Instituto Calcado na Autonomia da Vontade
 
     
Enéas Castilho Chiarini Júnior
     
    1.0 – INTRODUÇÃO   DIREITO DO TRABALHO  
    2.0 – CONCEITOS  

O Direito do Trabalho é um caso diferente, onde a indisponibilidade dos direitos trabalhistas, durante a vigência do contrato de trabalho, decorre de sua posição de subordinação na relação de trabalho, de forma que o trabalhador é considerado como hipossuficiente na relação que possui com seu empregador.

Desta hipossuficiência decorre todo o sistema protetivo em favor do trabalhador e esta proteção se justifica na medida em que, num país como o Brasil, existem milhões de desempregados, e onde a maioria dos trabalhadores recebe uma remuneração que não lhe garante, na maioria das vezes, nem o suficiente para se alimentar dignamente.

Sem esta proteção, seria fácil para que os empregadores impusessem condições, na hora de contratar seus empregados, que acabariam por transformar o trabalhador em escravo (coisa que, mesmo com toda a proteção aos trabalhadores, ainda ocorre em nosso país; para se confirmar tal afirmação basta acompanhar as notícias que são comuns neste sentido).

Porém, o motivo de toda esta proteção, e, conseqüentemente, da indisponibilidade de tais direitos, decorre da fragilidade do empregado enquanto empregado. O que se pretende é, como dito, dar total poder aos empregadores para que façam com os empregados o que bem entenderem.

E, justamente por isso, não se justifica que tal indisponibilidade dos direitos decorrentes da relação de trabalho permaneçam para além do contrato de trabalho.

Assim, a legislação permite que, após o fim da vigência do contrato de trabalho, estes direitos possam ser livremente negociados entre ex-empregado e ex-empregador, de forma que é totalmente compatível a arbitragem e os direitos trabalhistas – apenas frise-se: desde que após o fim do contrato de trabalho –, não existindo óbice para que problemas decorrentes do contrato de trabalho sejam solucionados pela via arbitral.  |voltar|

 
          2.1 – ARBITRAGEM    
          2.2 – AUTONOMIA DA VONTADE    
    3.0 – ARBITRAGEM E AUTONOMIA DA VONTADE    
          3.1 – A AUTONOMIA DA VONTADE NA LEI N.º 9.307/96    
          3.2 – LIMITES À AUTONOMIA DA VONTADE    
                3.2.1 – DIREITOS DISPONÍVEIS E DIREITOS INDISPONÍVEIS  
                3.2.2 – DIREITO TRIBUTÁRIO    
                3.2.3 – DIREITO PENAL    
                3.2.4 – DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÕES    
                3.2.5 – DIREITOS FUNDAMENTAIS    
                3.2.6 – DIREITO DO TRABALHO    
    4.0 – CONCLUSÃO    
    5.0 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS    
                     
                     
                     
                     
                     
                     
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