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Autor
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AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA (1910-1989) |
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Obra
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Novo Aurélio Século XXI O Dicionário da Língua Portuguesa |
  Verdadeiro código da língua falada e escrita no Brasil e mesmo nos demais países de língua portuguesa, o Dicionário Aurélio é, em pleno século XXI, em pleno terceiro milênio, o principal herdeiro e atualizador da linhagem lexicográfica representada por Morais Silva, Caldas Aulete, Laudelino Freire, Cândido de Figueiredo e tantos outros que se preocuparam em fazer um inventário abrangente dos termos da nossa língua, seus significados e empregos. Já na primeira edição do seu Dicionário, lançada em 1975 pela Nova Fronteira, o Prof. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira ressaltava, no prefácio, a magnitude de tal tarefa. Não o movia intuito de engrandecer aqueles que a ela se dedicam; ao contrário, sua intenção era demonstrar o quanto os dicionaristas têm de labutar e perseverar para produzir obras aceitáveis e confiáveis. Em reconhecimento espontâneo e generalizado a essa dedicação, o nome Aurélio é hoje sinônimo de dicionário. A busca incansável do grande lexicógrafo pela essência das palavras, por seus sentidos transmitidos de forma simples e precisa e os inúmeros exemplos criados ou coligidos aproximam o Dicionário das artes, da ciência e da técnica, conduzindo o leitor às variadas nuanças e aos possíveis empregos da língua. De 1975 a 1986, o autor e sua equipe trabalharam na elaboração do que seria a segunda edição de seu Dicionário, lançada em novembro de 1986. Mestre Aurélio traçou, então, o rumo que daria continuidade à infindável tarefa do dicionarista. Por isso, ao lançamento da segunda edição seguiram-se as tarefas de pesquisa etimológica e morfológica das palavras. O professor iniciou, ademais, a ampliação do vocabulário. O desenvolvimento acelerado da ciência e da tecnologia em geral impôs o aumento da equipe de consultores e colaboradores, que ao longo desses anos pesquisaram e fixaram novos conceitos. Da mesma forma, especialistas das diversas áreas do conhecimento passaram a municiar a equipe de lexicógrafos do Aurélio com novos verbetes e usos das palavras. Precursor da política lexicográfica hoje largamente aceita, o professor já indicava a urgência da pesquisa de estrangeirismos incorporados ao falar nativo, visando à sua inclusão no Dicionário, com destaque para anglicismos, galicismos, arabismos, africanismos e variações lusitanas da nossa língua. E não se esquecia de que tão ou mais importante que os estrangeirismos é o registro dos regionalismos, gírias e usos populares do português no Brasil. Após a morte do autor, em 1989, as tarefas permanentes de atualização do Dicionário Aurélio passaram a ser conduzidas por suas duas principais colaboradoras: sua esposa, Marina Baird Ferreira, e Margarida dos Anjos. São elas, assessoradas por um contingente de mais de cinqüenta especialistas, que apresentam agora ao público uma obra inteiramente revista e atualizada. Os verbetes já existentes na última edição foram revistos com o propósito de aperfeiçoar suas definições, dos usos mais generalizados aos mais raros ou específicos, sempre fartamente exemplificados. À sua base foram acrescidos novos verbetes, cuidadosamente selecionados e definidos. Todo esse trabalho soma, agora, mais de 435 mil verbetes, locuções e definições. Na elaboração de seu Dicionário, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira teve, desde o início, a colaboração de grandes personalidades de nossa cultura, tais como Manuel Bandeira, Abgar Renault, Antenor Nascentes, Fernando de Azevedo, Francisco Venâncio Filho, Leonam de Azevedo Pena, Tales de Melo Carvalho, Paulo Rónai e Oto Maria Carpeaux, além de manter constante diálogo com amigos como João Guimarães Rosa, Herberto Sales e Oto Lara Resende. O Dicionário Aurélio Século XXI mantém o refinamento dessas contribuições, e todas as áreas do conhecimento estão representadas por seus expoentes. Um intenso trabalho de pesquisa resultou também na atualização e ampliação do leque de autores citados, abrangendo a produção em língua portuguesa dos três continentes. A música popular brasileira, extraordinária fonte para a pesquisa da língua e de sua evolução, foi prestigiada com a citação de inúmeros compositores. Da parceria da prosa com a poesia e a música resultou a referência a mais de 1.400 autores. O Dicionário Aurélio Século XXI chega ao público reafirmando o nosso compromisso editorial de não economizar esforços na pesquisa do melhor produto. Para isso, cumpria integrar a elaboração lexicográfica e editorial a um projeto gráfico compatível em qualidade e esmero. Assim, encomendamos um novo projeto ao designer Victor Burton, um dos mais premiados capistas brasileiros, autor também da capa da segunda edição do Aurélio. O dicionário ficou, a nosso ver, mais bonito, mais legível, mais fácil de consultar. A tipologia escolhida para o texto dos verbetes, Nimrod, é aceita internacionalmente como das mais adequadas para dicionários e enciclopédias, por combinar economia de espaço e legibilidade; o Webster e o Oxford também a usam. A segunda cor, em contraste com a do texto, foi adotada para facilitar a localização das entradas dos verbetes. Finalmente, esforçamo-nos por manter o Dicionário em um só volume, pois entendemos ser esta uma de suas virtudes, a de reunir num tomo único e acessível um conjunto de informações que atende perfeitamente ao universo dominante de consulentes. A Editora Nova Fronteira saúda o século XXI com o lançamento de mais esta versão da obra de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. O Dicionário Aurélio Século XXI chega ao público como um sistema integrado da língua portuguesa, com lançamento em livro, CD-ROM e na Internet. Pretendemos, com isso, que sua atualização possa ser permanente, e sua utilização, a mais franca e universal possível, ao alcance tanto do mais simples como do mais culto e exigente usuário.
Veja em "Imortais Cadeira 30" no site da Academia Brasileira de Letras. |
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